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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Tecla SAP - As denúncias feitas pelo Vereador Big Boy (RCM 10/11/2011)

Ou Por quem os sinos dobram?

Na reunião da Câmara Municipal de 10/11/2011, o vereador Luís Antonio Delfino (Big Boy) usou da palavra para fazer denúncias gravíssimas, relacionadas à Secretaria Municipal de Turismo, que podem ser ouvidas a partir de 40:10 do seguinte link:


http://www.4shared.com/audio/O9fu4ozG/reuniao10112011.html?

41:16 - Primeiramente, ele relata um episódio da sua infância, quando apanhou algumas laranjas em pomar alheio e, em razão disso, apanhou de seu pai, o que serve para relatar que teve uma educação baseada na honestidade.

44:08 - Ressalta que a finalidade do vereador é levantar provas para fiscalizar a administração. Diz que não é questão de ser oposição, mas não ser omisso e quem diz a verdade, é crucificado, tido como inimigo.

46:25 - Critica os vereadores que são intencionalmente omissos, visando a conseguir favores para seus eleitores, como caminhão de pedra, caminhão de areia.

48:17 - 1ª Denúncia: Nota de empenho de R$ 1.500,00 para pintura da locomotiva situada em frente ao Centro Cultural, para 21 dias de trabalho. Questiona se não foi tempo exagerado.Informa que o serviço ainda não terminou, mas já houve pagamento adiantado.

51:00 - 2ª Denúncia: Despesas com fabricação e instalação de 43 metros de calhas e 45 metros de condutores no imóvel situado a Rua Cel. Silvestre Ferraz, 25, de propriedade da Sra. Márcia (Antigo prédio do Banco da Lavoura). Ressalta que a Lei Municipal nº 1.081/98, diz que o Poder Público pode auxiliar na manutenção de bens tombados apenas com fornecimento de mão-de-obra e pintura externa. (Nota do blog: Nada temos contra a Sra. Márcia Freitas, para qual abrimos espaço para, querendo, se manifestar sobre o caso).

54:10 -  3ª Denúncia:  Fornecimento de 5.500 telhas de barro para reforma do telhado do Centro Cultural. Ressalta que houve troca sim, mas na gestão Mussulini, com previsão de durabilidade de uns dez anos (Nessa parte, a qualidade do áudio fica muito ruim).

58:55  - 4ª Denúncia (a mais grave): Fornecimento de madeira de peroba e eucalípto para reforma do campanário da Igreja (Nota do blog: Atualmente os sinos não tocam, pois correm risco de caírem), no valor de R$ 7.865,00 e despesas com serviços de carpintaria. 

72:55 - Informa que o padre deu parecer escrito declarando que nenhum serviço foi executado na Igreja.

Égua Vegetariana

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida!

Decepção ... "Eleitor meu não dorme no chão duro"

É o sentimento presente quanto nossos atuais representantes, que atormenta e motiva a mudança.

Na última reunião da Câmara Municipal de Maria da Fé (06.10.2011), o vereador Antonio Luiz (Toninho) usou da palavra, e diante de todos fez um discurso aparentemente deslocado de toda lógica da reunião, que revelou pontos que não podemos deixar de analisar.

Em seu discurso, ele começa falando da publicidade dos atos do legislativo pela transmissão da reunião da Câmara Municipal via rádio, a "radiação" das informações a população ...

Em seguida, faz referencia a moralidade, e a responsabilidade que temos no uso da língua citando inclusive a carta de São Tiago Apóstolo "a língua é um instrumento pequeno que serve para louvar o Senhor, que serve para falar coisas bonitas, mas que serve para também fazer o inferno na vida dos outros.".

Fala sobre a consciência do cidadão que ainda pensam "que vereador tem que dar saco de cimento, vereador tem que dar telha, vereador tem que pagar conta de luz pagar conta de água", e completa com firmeza "vereador não tem que fazer nada disso".

Reitera a função legislativa  dizendo que "vereador tem fiscalizar, vereador tem que aprovar leis e vereador tem que ajudar a população nesse sentido".

Fala do mau costume que se criou, que um candidato que não dá por exemplo um saco de cimento não ganha eleição: "o vereador esta para aprovar leis e fiscalizar, ai quando um vereador não da um saco de cimento, a ele não vai ganhar por nao deu isso nao deu aquilo, isso não é função de vereador."

Até esse momento do discurso, o Vereador Antonio Luiz cita vários preceitos fundamentais do poder público, como a publicidade, a moralidade e a impessoalidade, e inclusive, a função legislativa de fiscalizar e legislar em favor do povo.

Mas o Vereador, sem medo de errar, se contradiz com declarações que desrespeitam a lógica por detrás do interesse público, e todo o seu discurso até então.

Agradece aos seus eleitores dizendo: "quem é meu eleitor sabe, que eu não deixo no chão duro".

O que é deixar no chão duro?

Esse entendimento é completo na sequencia de suas palavras: "sou vereador de todos, mas primeiro eu sou vereador daqueles que me colocaram aqui no parlamento"

"se eu não valorizar aqueles que me ajudaram, eu vou valorizar quem?"

"se eu não manter aqueles que me ajudaram, na hora que eu quiser trazer os adversários, os adversários continuaram adversários e meus aliados viraram meus adversários"

"se eu estou no meu terceiro mandato, estou porque? primeiro porque Deus permitiu, e segundo porque meus eleitores me colocaram aqui"

"quem nao votou em mim, posso ate ajudar, mas entre um eleitor e um nao eleitor, eu ajudo quem votou em mim."

É vergonhoso escutar essas palavras de um membro do poder legislativo, eleito para defesa do interesse coletivo, e não para um grupo seleto de pessoas que votaram nele.

Impera na política mariense, uma inversão de valores ...

Os candidatos pedem voto aos seu eleitores, como se pedissem uma ajuda a um necessitado, como se fosse um favor daquele individuo para com ele, que deverá ser gratificado no futuro.

A ordem democrática nos diz que o voto é a opinião do eleitor por aquele candidato que melhor possa representar os interesse público, ou seja, o interesse do coletivo, e não de um grupo ou individuo.

Ao ouvir:

"quem não votou em mim, posso ate ajudar, mas entre um eleitor e um nao eleitor, eu ajudo quem votou em mim."

Chegamos a conclusão de quanto desprotegidos estamos frente aos nossos representante, que escolhem e direcionam sua atenção e detrimento de um interesse puramente individual e politiqueiro.

O Vereador Toninho quebra como o princípio da impessoalidade do poder público, e joga no lixo, a estrutura do Estado Democrático de Direitos, que foi tão merecidamente alcançado depois de anos de luta sangue inocente derramado.

Hoje tem reunião da Câmara Municipal, vamos estar presentes e exigir um justificativa para tamanho desrespeito com os nossos interesses.

As eleições é o ano que vem, não vamos esquecer disso!

Ouçam o áudio, a partido do minuto 79:40
http://www.4shared.com/audio/ToLGu2Xy/audio.html?


Égua Malhada