sexta-feira, 2 de novembro de 2012



E A VIDA CONTINUA...



"Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos.” Assim afirmava Nietzsche.

Considerando os candidatos ao cargo do executivo, que podemos denominar pseudos políticos, (pseudos? é... pseudos mesmo). Pois bem, um deles, o disputante a reeleição foi denunciado por compra de votos, fazendo dos eleitores "instrumentos" de barganha. Ganhou o pleito. 

Um outro, já fora do páreo, que também barganhou em gênero, número e grau, eleitores como  "instrumentos", entrou com processo de denúncia de crime contra o candidato vencedor do pleito, acusando-o por ato de "dar ou oferecer dinheiro ou vantagem para obter voto", conforme previsto no Código Eleitoral.

E não é que o processo se transforma em "instrumento" de barganha?

Amargurado pela derrota, faz "inimigos" os adversários, mas não menos "úteis" pela  LEI DE GÉRSON, um princípio em que determinada pessoa age de forma a obter vantagem em tudo que faz, no sentido negativo de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com questões éticas ou morais.

A Lei (do Código Eleitoral) determina: “Dar ou oferecer dinheiro ou vantagem para obter voto é crime previsto no Código Eleitoral, punido com pena de até quatro anos de prisão.”

A questão é: 

Quem é que ficará “preso” por mais 4 anos: os “inimigos” úteis ou os denominados “instrumentos” de Barganha?



domingo, 28 de outubro de 2012




A REGRA É VENDER
 
É o boato, a fofoca, trocando em miúdos, é afirmar para aqueles que são os cidadãos comuns, os “que pagam o pato”, o “banquete”,  os que “engolem os sapos”, servidos em alguns pratos abaixo, recheados de veneno e nenhuma consistência:


  •  Que o sistema de ensino ANGLO será retirado.
  • Os implementos agrícolas cedidos, mediante uma pequena taxa, não mais serão disponibilizados.
  • As festas, festivais, eventos incentivadores das iguarias locais, o artesanato, o comércio de forma geral, serão abolidas.
  • Os veículos disponibilizados para viagens para Cursos, Congressos, Tratamentos, serão restringidos.
  • As doações serão canceladas.

É a chamada desconstrução do adversário.  São as estratégias de guerra para a manutenção do poder. Mortal Combate. As armas são as Bocas Malditas. A munição, as palavras, projetadas nos alvos metodicamente arquitetados.

Da estratégia, incluem-se:


  • Gastar as verbas específicas das áreas consideradas essenciais;

  • Nutrir todas as possibilidades de juntar forças e...

  • DOA A QUEM DOER!!!!


Depois, após os poderes estarem em sintonia, (amarrados), prontos a se auto defenderem, colocando o que foi tirado no lugar, a vida seguirá na mais perfeita harmonia.

Por Lei, a Câmara só poderá ter acesso ao movimento das contas de 2012, após alguns meses.

Perfeito!

Amor à cidade? Consciência do bem comum? Melhorias? O QUE É TUDO ISSO?
Bobagens. Palavras bonitas. 

Manipular é imprescindível!

Aí temos um fenômeno interessante: 


UMA PLANTA NOVA PODE SER CRIADA A PARTIR DE UM GALHO.
A NOVA PLANTA IMITA A VELHA. A VIDA IMITA A VIDA.
A CONVIVÊNCIA IMITA A CONVIVÊNCIA.
SEM IMITAÇÃO, OS PÁSSAROS NÃO VOARIAM EM BANDO, CONFIGURANDO FORMAS GEOMÉTRICAS SURPREENDENTES.
SEM IMITAÇÃO NÃO PODERÁ HAVER ORDEM NAS SOCIEDADES HUMANAS OU EM COLETIVO ALGUM CAPAZ DE INTERAGIR.


Como desfecho deste triste fato, não podemos negar que a COOPERAÇÃO, “atributo do modo como os seres humanos se organizam”, brotou beneficiada da quase unânime condição que se encontram muitos cidadãos, no modo de ser e ver a vida, ou seja, sem escolha, sem importância. 

Naturalmente, espontaneamente, perseguiram a risca o lugar nenhum, ou a terra do nunca.

“Minha Vida/ era um palco iluminado / eu vivia vestido de dourado / palhaço das perdidas ilusões...” 
(Chão de Estrelas).




quarta-feira, 10 de outubro de 2012

DA PRÁTICA DA POLÍTICA COMO "ARTE DE GUERRA"

UM DESABAFO

Eleições não são momentos de culminância do processo de democratização.
Só pessoas tolas podem acreditar nisso. 

São exemplos lamentáveis de aplicação da política como continuação da guerra por outros meios.

Como é que alguém, em plena sanidade psicológica, pode achar normal, natural e até admirável essa história de desconstrução de candidatos? 

A palavra "desconstrução" é um eufemismo para destruição mesmo. Então, dizem os comentaristas, sem atentar para o mal que estão espalhando, "fulano não teria crescido nas pesquisas sem 'desconstruir' beltrano".

Ora, nós, os humanos, não fomos feitos para isso (ou, em outras palavras, isso não é constitutivo do humano). Só alguém muito impregnado de ideologia necrófila pode achar que é assim mesmo, que nós somos inerentemente competitivos e outras falsificações grosseiras (a ciência não nos oferece qualquer justificativa para tais alegações).

Tudo isso foi absorvido pelo pensamento econômico que vivemos em uma guerra universal e permanente. 


É o estado natural do mundo social em virtude da natureza humana ser assim voltada para o conflito. E aí transformamos o reconhecimento do conflito em culto ao conflito.

Não sei como pessoas inteligentes podem admitir que a regulação da esfera pública - e a constituição de um sentido público - possa se dar a partir da guerra entre organizações privadas, cada qual querendo se apossar de um butim.
(conjunto de bens materiais e de escravos) ... Se o número de agentes do sistema fosse muito) seria possível conceber uma regulação não-equívoca emergente. 
Mas com um número de quadrilhas tão pequeno (sim, quadrilhas, bandos: os partidos são isso) não há como conceber essa mágica.

Se apenas 30 pessoas pagassem impostos, parece óbvio que não se poderia falar de uma receita pública. Se apenas 30 quadrilhas guerreiam entre si não há como imaginar que o resultado dessa dinâmica adversarial - que visa, precipuamente, a destruição do outro - possa gerar algum sentido público.

Sei, sei... liberais e estatistas não acreditam nessas coisas, nada cogitam sobre complexidade, sobre emergência, sobre a fenomenologia da interação e ficam lá fundeados nos seus preconceitos dos séculos passados e nas categorias impotentes para explicar a sociedade-em-rede.
...
Com toda humildade de que sou capaz, digo: a despeito do que avaliam que sejam os seus interesses (poder, fama, glória, fortuna), esses caras, antes de qualquer coisa, são burros mesmo. 

E cá estamos nós, condenados a viver ouvindo suas análises, análises de burros.

 (Augusto Franco).


sábado, 8 de setembro de 2012

Candidatos a vereador: DEM-PP-PDT


Confira os candidatos da coligação A Força da União pelo Povo (DEM-PP-PDT) :

ADRIANA - 11045. Adriana Cristina Nogueira. 36 anos. Dona de casa. Não declarou bens.

AGNELO - 25111. Agnelo Zurey Martins. 46 anos. Músico. Não declarou bens. 61 votos em 2008

ANA TÓTORA - 25002. Ana Maria Junqueira Tótora. 56 anos. Manicure e maquiadora. Patrimônio declarado: R$ 19.000,00.


FLAVIO L. FREITAS - 12222. Flavio Luiz de Freitas. 48 anos. Representante comercial. Patrimônio declarado: R$ 225.000,00. 143 votos para vereador em 2000 pelo PPB.

GETÚLIO - 25101. Getúlio Vargas Alves. 67 anos. Pecuarista. Patrimônio declarado: R$ 23.028,58.

IVONE DO BONIFÁCIO - 11888. Ivone Maria da Silva Machado. 54 anos. Empregada doméstica. Não declarou bens.

CLENIO - 25525. José Clenio Ribeiro Mendes. 33 anos. Advogado. Foi chefe de gabinete da atual gestão. Patrimônio declarado: R$ 105.706,71.

DONIZETE DO BAR - 25222. José Donizete Nogueira. 46 anos. Comerciante. Não declarou bens.

RICARDINHO - 25025. José Ricardo Brito. 32 anos. Empresário. Não declarou bens.

LIGIANE - 11333. Ligiane Aparecida da Silva Vieira. 27 anos. Dona de casa. Não declarou bens.


LUCIA FERREIRA - 25999. Lucia Ferreira Rodrigues. 59 anos. Dona de casa. Não declarou bens.

MARIA ENFERMEIRA - 25020. Maria Francisca Rodrigues Siqueira. 41 anos. Enfermeira. Patrimônio declarado em 2012: R$ 20.000,00. Patrimônio declarado em 2008: R$ 6.800,00. 208 votos em 2008, pelo PMDB.

MAURO DAS POSSES - 252323. Mauro de Oliveira Braga. 63 anos. Aposentado. Patrimônio declarado em 2012: R$ 19.000,00. Patrimônio declarado em 2008: R$ 8.000,00. 159 votos em 2008, 222 votos em 2004 e 204 votos em 2000

NORBERTO FERREIRA - 25333. 63 anos. Vereador por duas legislaturas: 2001-2005 e 2005-2009. Irmão do atual vice-prefeito João Ferreira. Não declarou bens em 2012. Patrimônio declarado em 2008: R$ 10.000,00. 110 votos em 2008, 275 votos em 2004 e 386 votos em 2000.

PAULINHO DA LAGOA - 25444. Paulo Roberto do Nascimento. 53 anos. Agricultor. Vereador na atual legislatura, tendo obtido 164 votos em 2008. Patrimônio declarado em 2012: R$ 67 493,78. Patrimônio declarado em 2008: R$ 200.000,00.

RAMIRO - 25390. Ramiro Pereira Goulart. 39 anos. Agricultor. Patrimônio declarado: R$ 12.000,00.

TIÃOZINHO BUENO - 12333. Sebastião Bueno da Silva Neto. 46 anos.  Não declarou bens. 28 votos em 2008.

VALDECIR BOY - 25555. Valdecir da Silva. 43 anos. Vereador na legislatura 2005-2009 e na atual. Patrimônio declarado em 2012: R$ 7.500,00. Patrimônio declarado em 2008: R$ 15.500,00. 550  votos para vereador em 2008/457 votos em 2004.


VICENTE DA NANA - 11111. Vicente Raimundo Alves. 53 anos. Trabalhador rural. Não declarou bens. 40  votos para vereador em 2008.


Égua Vegetariana

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ponto de Vista

Existe uma expressão que não possui uma importância apenas semântica, mas que também tem sua utilidade prática. Já há algum tempo ela chama minha atenção e me faz refletir de forma profunda sobre minhas opiniões. Essa expressão é a seguinte: “ponto de vista”. Expressão esta que tem muitos significados. Eu descobri, por exemplo, que nas artes “ponto de vista” é entendido como o ponto que o pintor escolhe para pôr os objetos em perspectiva. Todavia, não é exatamente esse uso da expressão aquele que mais me interessa (até porque minha veia artística nasceu trombosada). Sua forma figurativa, essa sim se presta aos propósitos que impulsionam minhas fantasias reflexivas sobre como é importante o tal “ponto de vista”. Assim sendo, apresento como encontrei no meu velho Dicionário Aurélio a definição de ponto de vista em sua forma figurativa: “maneira de considerar ou de entender um assunto ou uma questão, perspectiva”.