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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Voto Distrital

Estive “navegando” pelos mistérios da “net” e encontrei algo que me deixou profundamente motivado, principalmente, pela problemática muito atual e pertinente que já algum tempo venho me questionando, que é tão falada Reforma Política. 

É o movimento #EuVotoDistrital, que tem como proposta a alteração de nosso atual modelo de eleição (voto proporcional) por uma nova forma de voto, que é o voto distrital.


Considerando o quadro, cada vez mais, insustentavel da política de nosso país, se faz necessário com demasiada urgencia, uma critica sobre o modo que escolhemos nossos candidatos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bem vindo à Primavera

No dia 23 de setembro a duração do dia é exatamente igual à duração da noite no hemisfério sul da Terra. Esse fenômeno demarca o início da primavera para a porção do Mundo abaixo da linha do Equador. A palavra primavera vem do latim primo vere que significa “no começo do verão”, adequadamente interpretada pelos poetas como “época primeira”, “aurora”.

Ela é a estação representativa do novo, do jovem. Talvez seja por isso que alguns movimentos de contestação política têm recebido esse nome ao longo dos tempos. Vamos então a uma breve história dessas primaveras.

Em 1848 uma série de revoltas ocorreu em nações da Europa Central e Oriental. Elas surgiram da insatisfação do povo com o fracasso dos regimes governamentais da época (monarquias) em realizar reformas políticas e econômicas, além da falta de representatividade da classe média junto ao Estado. Esse conjunto de movimentos ficou conhecido como Revoluções de 1848 ou Primavera dos Povos.

Cento e vinte anos depois, em 1968, na já extinta Tchecoslováquia, houve uma tentativa de humanizar o perverso e severo socialismo através de mudanças que concediam aumento de algumas liberdades, como a de imprensa, por exemplo. Desta vez, entretanto, as propostas vieram dos governantes, mas desagradavam aos líderes da União Soviética em Moscou. Esses determinaram a invasão da capital da Tchecoslováquia, Praga. Os habitantes da cidade fizeram uma resistência pacífica, muito bem organizada graças à utilização de rádios amadores. O movimento, contudo, acabou sendo eliminado, mas o ato de coragem das pessoas envolvidas ficou conhecido como a Primavera de Praga.

No ano de 1989, na República Popular da China, estudantes e trabalhadores protestaram contra o Partido Comunista da China e sua política autoritária, que construiu um país fechado onde praticamente não havia liberdade. A imagem de um estudante desafiando um tanque de guerra na Praça da Paz Celestial tornou-se um dos maiores símbolos da denominada Primavera de Pequim.

Recentemente, em alguns países do Oriente Médio e norte da África, o descontentamento com a situação social e econômica gerada por regimes incompetentes que insistiam em permanecer no poder, fez como que eclodissem protestos de médio e grande porte. No Egito, Tunísia e Líbia, esses protestos viraram revoluções (houve a queda dos seus chefes de Estado). A esse fenômeno, potencializado pelo uso da internet, deu-se o nome de Primavera Árabe.

Protestos e demonstrações de insatisfação fazem parte da história do Mundo, assim como faz parte de sua natureza girar fazendo como que os dias e noites se sucedam. Existe uma equação simples que explica o nascimento dessas manifestações de descontentamento e ela é a seguinte: insatisfação social + falta de representação de determinados grupos sociais no poder + insucesso econômico e financeiro = revolta.

Muitas das características de todas as Primaveras estão presentes no atual conjunto de circunstâncias da nossa cidade (na verdade já estão há bastante tempo), e eu não me refiro apenas ao fato de estarmos na “primavera”. A nós (população) cabe fazermos a revolução, e isso depende de ferramentas potentes como o voto criterioso, o protesto dirigido e a fiscalização imparcial. Acredito que falar sobre política e história também pode ajudar.

Égua Astronauta

sábado, 15 de outubro de 2011

Fé Cega, Política Avacalhada


Ao nos depararmos com uma situação como essa, vivida na última reunião da assembleia da Câmara dos Vereadores de Maria da Fé, surge uma pergunta que não quer calar: O que eu posso fazer para mudar isso?
Vivemos momentos onde a parcela de culpa que nos cabe foi cobrada, ou melhor, nos foi jogada na cara. Paramos para pensar? Ou será que passaremos pela vida achando que esse tipo de coisa só acontece em Brasília? Será que vamos nos dar conta de que ao tentarmos acertar erramos novamente?

Penso: qual será o vírus que transmite a corrupção?  Por que alguém que começa uma nova experiência política, ainda sem vícios, pode se entregar à tentação de embolsar o alheio pela primeira vez? Pode ser medo da pobreza? Pode ser ganância? Pode ser excesso de ingenuidade? Pode ser inocência ou será que de fato é uma tendência moral? Péssima tendência, diga-se de passagem.

Diante disso tudo existe um ponto em que não podemos esquecer: a fé, daqueles que acreditam no voto, não pode ser cega. Embora tenhamos provas que os dissabores da corrupção nos ronda muito de perto, precisamos enxergar os focos de corrupção e eliminá-los do cenário mariense. Não podemos nos vender por qualquer figo podre não! Não podemos nos vender por nada! Nem por bloquetes de calçamento, nem por casas populares, nem por sacos de cimento, nem por consultas médicas! Tudo isso é um direito que temos. O político tem o poder de apressar e fazer acontecer isso, se não o faz é porque não quer fazer, ou porque não tem motivação suficiente nas urnas, simples!



Os vereadores precisam FISCALIZAR sem medo o trabalho daqueles que colocamos no poder. Um vereador disse, na reunião da câmara, que temos a liberdade de colocar facilmente alguém no poder, mas que, uma vez o poder assumido, fica muito difícil de tirar depois, certamente isso será uma questão para o Ministério Público resolver, mas nós temos a obrigação de evitar que eles voltem ao poder! Políticos apadrinhados que só ganham o dinheiro que suamos para conquistar, e que nos é tomado pelos impostos caríssimos que pagamos, que não fazem nada a não ser politicagem de interesse, precisam ser eliminados das cédulas eleitorais da nossa cidade.

Precisamos renovar o quadro político de Maria da Fé, inserir novas personagens, novas ideias que trabalhem a favor do povo, que destrave essa máquina administrativa viciada, que abra os olhos para um futuro de crescimento, de oportunidades. Uma cidade para crescer deve plantar coletivamente as ideias para o seu crescimento, falta essa personagem que pare de olhar para seu próprio umbigo, para as realizações da sua administração e passe a olhar pelo bem comum da sociedade.

Não adianta colocar no poder personagens que já fizeram parte dele e que tentam constantemente fazer o povo acreditar que foram eficientes em suas propostas. O discurso muda no poder.

Somente depois de uma conscientização coletiva, de fiscalização, de manifestação popular é que poderemos transformar o nosso futuro, sem medo de ser feliz!

Égua Signata